BLOG DO ICB

02-abril-2020

Meu Pedal - "Selim Não Mostra Caráter**"

Certa noite sai para pedalar com mais dois bikers pelas ruas da capital paulistana e quando chegávamos à região do bairro do Cambuci avistamos um grupo enorme de ciclistas e decidimos nos juntar à galera. Bom, sempre que saio para pedalar procuro obedecer às leis de trânsito, tais como: pedalar no mesmo sentido dos veículos, respeitar semáforos, não fechar cruzamento etc. Afinal, ciclista também tem que cumprir a LEI DE TRÂNSITO.
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Ok ok, há muitos anos já fechei cruzamento e hoje não faço mais. Mudei de atitude. Mas quando estava com este grupão pedalando, notei que semáforos, cruzamentos e pedestres eram ignorados. Imediatamente me veio a cabeça um áudio amplamente divulgado em diversos grupos de ciclismo no Whats’App onde o Luiz Felipe Pondé chamava os ciclistas de “chatos e riquinhos” e, principalmente:


“...se vc sai nestes grupos a noite, fecha o trânsito, para a rua, atrapalha a vida de todo mundo com suas luzinhas, roupas ridículas e seu chapeuzinho ridículo é porque vc está muito bem de vida....”

Pensei: para o Pondé ter tido isso em uma rádio é porque algum grupão fechou o veículo que ele estava. Ação e Reação e neste caso, bem negativa. E se ele reclamou da atitude dos ciclistas deve ter levado uns xingos e umas “bananas” (tá na moda ultimamente rsss) levando ele a dizer o seguinte:


“...o mundo hoje tá cheio de gente chata e esse tipo de ciclista riquinho é um deles. é porque além de tudo ele é meio boçal . Se você ousar chegar perto dele, ele te fuzila com o olhar porque evidentemente ele é um ser superior e você motorista de carro é um verme...”

Portanto, se você está na bike ou ao volante do seu carro é fundamental cumprir as leis para ambos os veículos. Afinal, somos todos pedestres, ciclistas e motoristas e não adianta ficar xingando o Pondé no Whats, ligando para a rádio, mandando mensagem no insta/face etc se você não faz a sua parte :)

**frase de Carolina Villa dita em 2015 sobre um suposto cicloativista.

Por Giovani Almeida, é casado e pai da Berruga, uma Bulldog Inglês. Também é empreendedor no ramo de Esportes e Turismo, um dos fundadores e voluntário do Instituto Cicloativo do Brasil desde 2014.


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ciclista vitruviano - cicloativo
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24-mar-2020

Uma viagem para a Patagônia: oportunidade para falar de cicloturismo

Há alguns meses surgiu a oportunidade de tirar férias que não estavam planejadas. Isso foi ótimo: é a oportunidade de fazer uma cicloviagem, algo que não faço há uns dois ou três anos. O local escolhido foi a região da Patagônia: uma região remota e deslumbrante ao sul de Chile e Argentina. Por ser uma região remota, com muitos vilarejos minúsculos, alguns cuidados devem ser tomados para a viagem.
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15-mar-2020

O Desafio de Andar de Bicicleta pela Metrópole

Se você é uma destas pessoas que se dispõe a pegar sua bicicleta, colocá-la na rua e circular por aí, deduzo que seja uma pessoa extremamente motivada para tal situação ou, que dependa muito deste modal de transporte, ou ainda que goste tanto da bike que isto o faça superar as dificuldades do desenho urbano (com as particularidades da região e bairro da cidade em que more), do tipo de ocupação de solo predominante e, da disponibilidade e eficiência dos meios de transporte disponíveis.
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Na prática, o que estou dizendo é que muito daquilo que vivenciamos no cotidiano da metrópole nos induz ao sedentarismo, à busca pelas facilidades, pelo menor esforço, enfim, por algo que chamamos de comodidade. Então, montar em sua bicicleta, enfrentar a falta de uma infraestrutura básica para poder circular com ela de forma minimamente segura, enfrentar o trânsito meio caótico e muitos motoristas pouco responsáveis para com os ciclistas (_embora tenhamos também ciclistas que se expõem em demasia aos riscos_) é um ato de extrema mobilização em prol de mais saúde e condicionamento físico, menos congestionamentos, economia de tempo e dinheiro, e uma relação mais afetiva com a cidade e suas inúmeras paisagens e lugares, sem contar a adrenalina que um pedal pode proporcionar.

Se até aqui você pode estar concordando comigo, reflita sobre uma questão bem importante: o que nos impede de uma luta e pressão mais sistêmica pela melhoria das políticas públicas voltadas ao uso da bicicleta como um modal de transporte?

Será a falta de tempo para a participação em algum tipo de mobilização, campanha ou formulação de política pública?

Será o desconhecimento sobre o que fazer e, mais significativamente, sobre como fazer?

Será a descrença de que isso possa realmente dar resultados?

Não sei se estou muito alienado da realidade paulistana, mas não vi nem ouvi nada sobre uma cobrança mais efetiva dos inúmeros grupos de pedal e dos milhares de ciclistas paulistanos em função do fim das Ciclofaixas de lazer aos domingos. No meu entendimento, aquilo (as ciclofaixas) era um espaço fantástico de lazer, de integração, de convivência e de se mostrar que é possível usar a bicicleta como um meio de transporte numa cidade gigantesca como a metrópole paulistana.

Tenho certeza de que muitos motoristas passaram a respeitar os ciclistas em função de verem milhares de pessoas jovens, adultos, crianças e idosos circulando com suas magrelas pelas ruas e avenidas da cidade, numa demonstração de que é possível a convivência tranquila, o respeito e a construção de um trânsito menos violento e agressivo e, ao mesmo tempo, uma cidade mais acolhedora.

Para finalizar, retomo a premissa que me levou a escrever estas linhas. Se sou tão mobilizado para ir às ruas com a minha bicicleta, também posso sê-lo apoiando iniciativas populares por mais infraestrutura voltada ao uso da bicicleta com segurança, o que inclui cobrar do poder público a definição e implementação de um plano viário na cidade que inclua definitivamente a bicicleta no cotidiano da metrópole, contemplando todas as regiões e principalmente as mais carentes.

Bora fazer parte deste movimento?

Por Prof. Paulo Mendes, ciclista urbano, bacharel e licenciado em Geografia pela PUC/SP e voluntário do Instituto Cicloativo do Brasil.


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ciclofaixa
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15-fev-2020

Relato de um pedal à Pedra Bela

No último domingo (09/fev/2020) estive com o pessoal do Instituto Cicloativo do Brasil participando do pedal entre as cidades de Vargem e Pedra Bela.
Se você gosta de pedalar por lugares extremamente agradáveis e desafiadores, vale conhecer o trajeto da travessia entre estas duas cidades paulistas.
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