BLOG DO ICB

oficina mãos na graxa

12-nov-2020

O Ano em que a Pandemia Nos trouxe Enormes Desafios Para a Realização do Projeto Duas Rodas Para O Natal

Amigo leitor, é na condição de voluntário do 2RPN 2020 - Projeto Duas Rodas para o Natal que tomo a liberdade de compartilhar contigo algumas de nossas preocupações e desafios para levarmos adiante o Projeto Duas Rodas nesse ano de 2020.
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Ciclista com máscara

27-jun-2020

Por que voltei a pedalar na pandemia

A pergunta virou polêmica recente nos círculos ciclísticos, inclusive entre os amigos do Cicloativo: pedalar na pandemia, pode?

Paulo Mendes, entre outros ciclistas e cicloativistas que se manifestaram nas redes, considera que não devemos pedalar se for por lazer ou esporte. Entretanto, não vi nenhum questionamento sobre o uso da bicicleta como meio de locomoção e isso foi até recomendado pela OMS...
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Ciclista com máscara
Pedalar na Pandemia

19-jun-2020

E a pergunta é: pedalar ou não no período de quarentena e isolamento social?

Com certeza você já se fez esta pergunta inúmeras vezes. Creio que até tenha chegado a conclusões distintas em algumas delas. No entanto, vários são os casos que nos remetem à reflexão sobre esta questão. Vamos a dois deles nos últimos dias.
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Orbitas Urbanas

28-mai-2020

Projeto Órbitas Urbanas - ciclismo e ensino

Quando alunos do Ensino Médio puderam conhecer a cidade através do pedal: Nossas Órbitas Urbanas. O desafio neste texto será contar a todos como foi a experiência e o desafio de levarmos alunos de uma tradicional escola de São Paulo (o Colégio Marista Arquidiocesano) a se aventurarem conosco pelas ruas e avenidas da metrópole em busca de novos conhecimentos sobre a cidade, suas dinâmicas e desafios, mas ao mesmo tempo sobre cada um de nós, nossos limites, ousadias, medos, enfim...
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Orbitas Urbanas
Livia Venezi em Santiago de Compostela

28-mai-2020

Caminho de Santiago de Compostela

Um ano! Dia 23/05/2020 completou um ano da realização de um grande sonho, pedalar cerca de 800 km pelo CAMINHO DE SANTIAGO DE COMPOSTELA. Uma visão gloriosa, pessoas de todas as nacionalidades andando, pedalando, em grupos, sozinhos, silenciosos, arruaceiros, pessoas diversas carregando em suas bagagens o sonho da superação com o único propósito de chegar a Santiago de Compostela.
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Bike luz

24-mai-2020

Estrada da Petrobrás de bike

Esse trajeto fez parte de uma cicloviagem nossa, minha e do meu marido Igor. O rolê começou em São Paulo, partindo da nossa casa mesmo e terminou em Guaratinguetá, passando por Paraty e Cunha.
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Bike luz
Bike luz

20-mai-2020

E o Bike Luz chegou...

Para quem eventualmente nunca ouviu falar, o BIKE LUZ é um trajeto realizado entre várias pequenas cidades de Minas Gerais, passando por belos trechos da Serra da Mantiqueira e da Zona da Mata mineira. As cidades percorridas são: Tombos – Catuné - Pedra Dourada - Faria Lemos – Carangola – Caiana - Espera Feliz – Caparaó - Alto Caparaó e, para os mais aventureiros, ainda tem a subida até o Pico da Bandeira, com seus 2890 metros de altitude. Com cerca de 195 km de extensão, muitas subidas, poucas retas e várias descidas são encontradas pelo caminho. Confesso que tenho muitos registros das subidas, o restante meio que se perdeu no tempo.
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04-mai-2020

Persistência, ingrediente fundamental para a conquista

A sensação de conquista é uma das mais especiais e marcantes que vivemos. Certamente você já comemorou uma conquista, seja sua, do seu time, da sua equipe ou mesmo de alguém por quem você torce. Mas o que leva as pessoas a atingirem o nível necessário para conquistar algo que almejam? No texto abaixo faço uma reflexão a partir de uma experiência própria, chegar em Campos do Jordão pedalando.
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25-abr-2020

De Riversul/SP à Sengés/PR: Minha Primeira Cicloviagem

Saímos do sítio às 13h do dia 16 de janeiro. Aí você que é um ciclista experiente sabe que escolhemos a pior hora do dia para começarmos a pedalar. Mas, tínhamos 14km até Riversul, mais 43 até Itararé e mais 17 até Sengés, totalizando 74 km. Lembrando que era a nossa primeira experiência na estrada, que a região é repleta de subidas e descidas, algumas bem longas, diga-se de passagem, e que começamos o pedal às 13 horas. OK?.
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monark cross

25-abril-2020

A Primeira Vez a Gente Nunca Esquece .

Pedalo desde criança e a orientação dos meus pais era sempre pedalar de uma esquina até a outra, nada mais.
Certa vez, um amigo da quarta série me convidou para jogar ATARI na casa dele. Cara, que máximo e aceitei prontamente, pois não tinha videogame em casa.
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Com o Dia e hora marcados comecei a pensar que seria irado e muito mais rápido se eu fosse de bike, mas a orientação de meus pais para ir somente até a esquina martelava minha cabeça. Fod@-se vou de bike. É mais rápido para ir e conseguiria voltar antes de meus pais chegarem do trabalho e ninguém ficaria sabendo que passei a tarde jogando ATARI.
Fui com todo o cuidado do mundo. Pedalei na calçada inicialmente, uma mistura de medo e adrenalina tomava minha mente. Fui me acalmando, ganhando confiança e desci para a rua disputar espaço com os ônibus da CMTC (tô entregando a idade) rumo ao meu destino que ficava a 2 ou 3 km de distância no máximo.
Cheguei, ufaaa! E cara, foi uma tarde muito irada. Joguei Enduro, River Raid, Pitfall, Boxe e um joguinho secreto lá que meu amigo escondia da mãe a sete chaves rsss...
E o pior aconteceu, perdi a hora. Já estava escuro e meus pais com certeza estariam em casa. Saí desesperado pedalando no meio da rua e quando cheguei somente minha mãe estava em casa e ouvi: “deixa seu pai chegar”.
Não entrarei em detalhes sobre as Havaianas brancas com tiras azuis, mas uma corrente com cadeado me separou por “uma semana” daquela que me proporcionou a melhor sensação de infância, minha bike.
Observação: a frase “uma semana” está entre aspas pois aprendi como abrir um cadeado com um grampo de cabelo. Mas esta é outra conversa!

Por Giovani Almeida, é casado e pai da Berruga, uma Bulldog Inglês. Também é empreendedor no ramo de Esportes e Turismo, um dos fundadores e voluntário do Instituto Cicloativo do Brasil desde 2014.


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monark cross
geografia dona benta

16-abril-2020

O Determinismo Geográfico e a Geografia de Dona Benta de Monteiro Lobato.

Para você que tem me acompanhado nesta tentativa de contar um pouco da história da Geografia através da nossa relação com a necessidade de localização territorial, de conhecimento das características, regras e leis dos lugares, bem-vindos à terceira e última etapa desta conversa.
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Pois bem, no primeiro texto eu te convidei a pensar comigo a respeito dos motivos pelos quais, em todos os momentos de nossas vidas, necessitamos saber onde estamos. E a conclusão, espero que tenha sido a de que os lugares possuem características e regras/leis particulares ou próprias. Logo, sabendo onde eu estou posso sobreviver melhor neste lugar. (lugar= características + regras ou leis= sobrevivência).
No segundo texto te convidei a caminhar comigo pela evolução deste conhecimento geográfico inato até a Ciência Geográfica, passando pelas nossas experiências cotidianas como os nossos pedais e chegando à Alemanha do século XIX, aos pensadores Alexander Von Humboldt, Karl Ritter e Friedrich Ratzel, grandes geógrafos e organizadores desta ciência.
Deste texto quero destacar um aspecto essencial. A Geografia foi criada para dar ao Estado alemão o conhecimento territorial necessário ao seu projeto de dominação imperialista e, todos sabemos que, em condições normais não aceitamos ser dominados. Então, aí empregou-se uma categoria de legitimação do poder e da dominação conhecida como Determinismo Geográfico (uma junção do conhecimento territorial + o Dawvinismo social – aquele pensamento de que só os mais aptos sobreviveriam).
Foi exatamente neste trecho que parei e citei um livro que muitos de nós lemos na infância e que os mais jovens já devem ter ouvido falar que é a Geografia de Dona Benta, de 1935, um clássico do escritor Monteiro Lobato.
Para quem não leu, vou dar spoiler. A história tem seu desenrolar com a turma do Sítio - Dona Benta, Tia Anastácia, Emília, Narizinho, Pedrinho, Visconde e Quindim embarcados num navio chamado “Terror dos Mares” que, ao viajar por diferentes lugares do Brasil e do mundo, permitia aos navegantes aprender com Dona Benta a geografia dos lugares na prática. Mas, não é isso que também fazemos em nossos pedais?
Tenho certeza de que a resposta será afirmativa. No entanto, acredito que não sejamos deterministas geográficos tal qual o autor Monteiro Lobato em sua abordagem. Vou tomar a liberdade de reproduzir dois trechos por aqui em que ele (autor) fala sobre as regiões Sul e nordeste do país.

“- Ah, o Rio Grande do Sul é uma das partes mais importantes, mais ricas e demais futuro do Brasil. Tem todas as condições de clima de topografia para desenvolver-se cada vez mais. O povo é sadio e corajoso. E entusiasta. Um povo feliz. As culturas são variadíssimas; produz até trigo; e as indústrias se desenvolvem com muita força.”
(LOBATO, 1982. p.155)
“No Nordeste o clima é quente e, portanto, impróprio para as raças brancas que da Europa emigram para a América. Notem que no sul do Brasil há muitos imigrantes estrangeiros que vieram e se fixaram em virtude do clima ser mais ou menos o mesmo que de suas pátrias.”
(LOBATO, 1982. p. 167).

Depois destas citações você deve estar se perguntando. Onde ele quer chegar? Pois é, fiz este caminho contigo para chamar a sua atenção sobre a importância do conhecimento geográfico, sobre as formas como este conhecimento foi sendo utilizado ao longo da história e, principalmente para compartilhar contigo a importância da Geografia no nosso cotidiano. Não como uma enciclopédia decorada, mas como um conjunto de vivências que se traduzem em histórias e novos saberes. Também citei para demonstrar o quanto alguns de nós ainda reproduzimos a totalidade ou partes destas visões deterministas do conhecimento. Fica a dica e o convite para uma reflexão geral em tempos de isolamento social e quarentena.
Finalizando, afirmo que a geografia deixou de ser uma ciência do Estado a serviço da dominação há muitos anos. E que tem passado cada vez mais por um processo de autocrítica. Ufa, que bom! E, nós, pedaleiros no geral, continuamos com a mesma necessidade de sabermos o onde e o porquê das coisas, não é mesmo? Até uma próxima oportunidade, fiquem bem e que possamos retomar nossos pedais em breve.

Por Prof. Paulo Mendes, ciclista urbano, bacharel e licenciado em Geografia pela PUC/SP e voluntário do Instituto Cicloativo do Brasil.


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ciclista vitruviano - cicloativo

02-abril-2020

Meu Pedal - "Selim Não Mostra Caráter**"

Certa noite sai para pedalar com mais dois bikers pelas ruas da capital paulistana e quando chegávamos à região do bairro do Cambuci avistamos um grupo enorme de ciclistas e decidimos nos juntar à galera. Bom, sempre que saio para pedalar procuro obedecer às leis de trânsito, tais como: pedalar no mesmo sentido dos veículos, respeitar semáforos, não fechar cruzamento etc. Afinal, ciclista também tem que cumprir a LEI DE TRÂNSITO.
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Ok ok, há muitos anos já fechei cruzamento e hoje não faço mais. Mudei de atitude. Mas quando estava com este grupão pedalando, notei que semáforos, cruzamentos e pedestres eram ignorados. Imediatamente me veio a cabeça um áudio amplamente divulgado em diversos grupos de ciclismo no Whats’App onde o Luiz Felipe Pondé chamava os ciclistas de “chatos e riquinhos” e, principalmente:


“...se vc sai nestes grupos a noite, fecha o trânsito, para a rua, atrapalha a vida de todo mundo com suas luzinhas, roupas ridículas e seu chapeuzinho ridículo é porque vc está muito bem de vida....”

Pensei: para o Pondé ter tido isso em uma rádio é porque algum grupão fechou o veículo que ele estava. Ação e Reação e neste caso, bem negativa. E se ele reclamou da atitude dos ciclistas deve ter levado uns xingos e umas “bananas” (tá na moda ultimamente rsss) levando ele a dizer o seguinte:


“...o mundo hoje tá cheio de gente chata e esse tipo de ciclista riquinho é um deles. é porque além de tudo ele é meio boçal . Se você ousar chegar perto dele, ele te fuzila com o olhar porque evidentemente ele é um ser superior e você motorista de carro é um verme...”

Portanto, se você está na bike ou ao volante do seu carro é fundamental cumprir as leis para ambos os veículos. Afinal, somos todos pedestres, ciclistas e motoristas e não adianta ficar xingando o Pondé no Whats, ligando para a rádio, mandando mensagem no insta/face etc se você não faz a sua parte :)

**frase de Carolina Villa dita em 2015 sobre um suposto cicloativista.

Por Giovani Almeida, é casado e pai da Berruga, uma Bulldog Inglês. Também é empreendedor no ramo de Esportes e Turismo, um dos fundadores e voluntário do Instituto Cicloativo do Brasil desde 2014.


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ciclista vitruviano - cicloativo
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24-mar-2020

Uma viagem para a Patagônia: oportunidade para falar de cicloturismo

Há alguns meses surgiu a oportunidade de tirar férias que não estavam planejadas. Isso foi ótimo: é a oportunidade de fazer uma cicloviagem, algo que não faço há uns dois ou três anos. O local escolhido foi a região da Patagônia: uma região remota e deslumbrante ao sul de Chile e Argentina. Por ser uma região remota, com muitos vilarejos minúsculos, alguns cuidados devem ser tomados para a viagem.
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ciclofaixa

15-mar-2020

O Desafio de Andar de Bicicleta pela Metrópole

Se você é uma destas pessoas que se dispõe a pegar sua bicicleta, colocá-la na rua e circular por aí, deduzo que seja uma pessoa extremamente motivada para tal situação ou, que dependa muito deste modal de transporte, ou ainda que goste tanto da bike que isto o faça superar as dificuldades do desenho urbano (com as particularidades da região e bairro da cidade em que more), do tipo de ocupação de solo predominante e, da disponibilidade e eficiência dos meios de transporte disponíveis.
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Na prática, o que estou dizendo é que muito daquilo que vivenciamos no cotidiano da metrópole nos induz ao sedentarismo, à busca pelas facilidades, pelo menor esforço, enfim, por algo que chamamos de comodidade. Então, montar em sua bicicleta, enfrentar a falta de uma infraestrutura básica para poder circular com ela de forma minimamente segura, enfrentar o trânsito meio caótico e muitos motoristas pouco responsáveis para com os ciclistas (_embora tenhamos também ciclistas que se expõem em demasia aos riscos_) é um ato de extrema mobilização em prol de mais saúde e condicionamento físico, menos congestionamentos, economia de tempo e dinheiro, e uma relação mais afetiva com a cidade e suas inúmeras paisagens e lugares, sem contar a adrenalina que um pedal pode proporcionar.

Se até aqui você pode estar concordando comigo, reflita sobre uma questão bem importante: o que nos impede de uma luta e pressão mais sistêmica pela melhoria das políticas públicas voltadas ao uso da bicicleta como um modal de transporte?

Será a falta de tempo para a participação em algum tipo de mobilização, campanha ou formulação de política pública?

Será o desconhecimento sobre o que fazer e, mais significativamente, sobre como fazer?

Será a descrença de que isso possa realmente dar resultados?

Não sei se estou muito alienado da realidade paulistana, mas não vi nem ouvi nada sobre uma cobrança mais efetiva dos inúmeros grupos de pedal e dos milhares de ciclistas paulistanos em função do fim das Ciclofaixas de lazer aos domingos. No meu entendimento, aquilo (as ciclofaixas) era um espaço fantástico de lazer, de integração, de convivência e de se mostrar que é possível usar a bicicleta como um meio de transporte numa cidade gigantesca como a metrópole paulistana.

Tenho certeza de que muitos motoristas passaram a respeitar os ciclistas em função de verem milhares de pessoas jovens, adultos, crianças e idosos circulando com suas magrelas pelas ruas e avenidas da cidade, numa demonstração de que é possível a convivência tranquila, o respeito e a construção de um trânsito menos violento e agressivo e, ao mesmo tempo, uma cidade mais acolhedora.

Para finalizar, retomo a premissa que me levou a escrever estas linhas. Se sou tão mobilizado para ir às ruas com a minha bicicleta, também posso sê-lo apoiando iniciativas populares por mais infraestrutura voltada ao uso da bicicleta com segurança, o que inclui cobrar do poder público a definição e implementação de um plano viário na cidade que inclua definitivamente a bicicleta no cotidiano da metrópole, contemplando todas as regiões e principalmente as mais carentes.

Bora fazer parte deste movimento?

Por Prof. Paulo Mendes, ciclista urbano, bacharel e licenciado em Geografia pela PUC/SP e voluntário do Instituto Cicloativo do Brasil.


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15-fev-2020

Relato de um pedal à Pedra Bela

No último domingo (09/fev/2020) estive com o pessoal do Instituto Cicloativo do Brasil participando do pedal entre as cidades de Vargem e Pedra Bela.
Se você gosta de pedalar por lugares extremamente agradáveis e desafiadores, vale conhecer o trajeto da travessia entre estas duas cidades paulistas.
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